Vai financiar? Confira quais fatores devem ser analisados antes de contratar um financiamento

Publicado em 28/01/2021 às 11:38 por

Além da taxa de juros outros critérios devem ser considerados para garantir uma boa negociação.

Como divulgamos recentemente em um artigo sobre o mercado imobiliário em 2020 e suas perspectivas para 2021, o setor de imóveis passou por algumas oscilações durante o ano passado, mas conseguiu se recuperar e fechar o ano em alta.

Sendo assim, espera-se que o mercado se mantenha aquecido este ano, levando muitos a investirem na compra de imóveis.

Influenciado pela queda constante na taxa de juros básica (Selic), atingindo o percentual de 2%, o custo de um financiamento atualmente está em patamares historicamente baixos, o que faz com que esta operação continue sendo uma das mais procuradas na hora da compra.

Porém, ainda que o momento favoreça a negociação, o financiamento não é o único quesito com o qual o comprador deve se preocupar, sendo necessário um planejamento financeiro antes de prosseguir com a aquisição do imóvel, assim, evitando contratempos.

Aproveite o momento e negocie as melhores taxas

Com a queda nas taxas e o aumento na procura pelo financiamento, a competitividade entre as instituições financeiras para atrair clientes tende a aumentar. O ideal é que você pesquise as opções de crédito com seu banco e também com outras instituições. Com esses dados em mãos, é possível oferecer uma contraproposta e tentar melhores taxas e prazos.

Não se esqueça de que, ao considerar alguma linha de crédito, é necessário observar não apenas os juros e taxas, mas também o Custo Efetivo Total (CET), isto é, o valor correspondente a todas as despesas e encargos incidentes na operação de crédito.

Além disso, algo que pode auxiliar na negociação é dar a maior entrada possível, contudo, é importante que esse montante não comprometa todas as economias da família.

Analise os indexadores de crédito imobiliário

Os indexadores são indicadores atrelados à taxa de juros que garantem às instituições financeiras uma forma de aplicar uma correção ao montante financiado, resguardando-se de eventuais desvalorizações.

As opções no mercado hoje são a TR (Taxa Referencial) e um índice atrelado à inflação, como IPCA ou IGPM.

A vantagem das taxas pré-fixadas é a estabilidade garantida ao consumidor, por isso, é a opção mais indicada para aqueles que preferem um grau menor de risco na negociação e também para financiamentos de maior prazo.

Por outro lado, com as taxas pós-fixadas, a variação é imprevisível, já que ela dependerá da inflação e do índice ao qual a taxa está atrelada, sendo mais recomendadas para aqueles que pretendem quitar a dívida em pouco tempo, diminuindo o grau de risco.

Faça um planejamento financeiro

Ao contratar um financiamento, deve ser levado em consideração que esse é um compromisso, na maioria das vezes, de longo prazo, de 20 a 35 anos. Por isso, é importante que o comprador analise sua renda e também sua capacidade de endividamento.

Especialistas indicam que o valor da dívida a ser assumida não deve ultrapassar 30% do valor total dos rendimentos do consumidor, mas, o ideal é tentar comprometer uma taxa ainda menor dos seus ganhos.

É importante que essa taxa também leve em consideração algum investimento que seja destinado a uma reserva de emergência, evitando possíveis adversidades.